“Vós, porém, quando chegar o momento em que o homem seja bom para o homem, lembrai-vos de nós com indulgência.”
Há de se pensar que toda caminhada não valeu de nada. De que todo conselho é um engodo, de que todo velho é bobo e de que a prudência é maçada! Pobre humanidade... Se é também na dor que as gerações se encontram...
- Papai, eu te suporto. Mamãe, eu te odeio. Mas compartilhemos de toda revolução! De um mundo de liberdades!
Mas, meu bem...
Como pensar um futuro se negligencias o passado? Se o que é estabelecido, é também intensificado por você, que por agora chega com tantas certezas, e que somente fortalece a já existente, mas que em frescor potencializada, lacuna de gerações.
“Queimemos os velhos! E junto a eles, que queimemos também o restante dos livros. Acredito piamente que ao dermos fim a todos os velhos, numa tardia esperança de refletirem sobre nossa história, os estúpidos enfim recorrerão aos livros, o que não podemos deixar que aconteça”, à ribalta, urra o tirano personagem Calegué.
Cego, surdo e mudo. Condição imperativa, que em desprezo ao “velho” se cumpre, com toda indiferença a quem resiste viver num mundo de “novidades”. Ah... Mas como são nossos patetinhas imprescindíveis à manutenção e renovo do desarmônico... Do status que se perpetua em debilidade e engenharia social. Jovens, mas sem memória. Viçosos, de profundidade piriana ( adjetivo que advém do sujeito “pires”). E assim, segue-se o baixio: Plano assassino e ideológico de toda memória viva.
Mas Hominídeo! O que tanto ambiciona? Um reino, papai. Mas, antes não é preciso que velho volte a ser criança? Então qual o motivo, geração infanticida e estúpida, por qual motivo prostitui suas crianças e assassina vivos todos os teus velhos?
Que não se engane: até mesmo o que discute como liberdade sexual, em mediocridade, não passa de pornô chanchada.
Ó geração analgésica, anfetamínica e lisérgica! A ti tudo é sabido, se o que já vivido tão rejeitado. “Vovó, mas que crendice sem propósitos!”. Juvenil, juvenil, infante mentecapto, sabeis ao menos que andais adorando um deus que é seco, um deus cacto? Teu pão? Anda sendo servido num corpinho retrô-sintetizado. Mas, é mesmo você que em enfermidade segue ao vento, e alucinado, exorta um cosmo raso, oblíquo e mentiroso, mas que certamente festejado por convivas da tua tolice alucinógena.
Mas, chegado até aqui, não poderei te poupar. Se é isso o que me cabe. A dor que sentes. Essa. Essa é real. Mas não... Não fiques atônito; No que logo clareio: Diferente do que compreendes, ó infante iludido do onírico, nesse mundo, essa dor não pode ser compartilhada, como te é de costume. Substituí-la por estímulos? Não, ela está em ti. Tampouco some, como te aludiu o de jaleco branco, na mais terrível ilusão do teu monstro farmacêutico. E, por mais que tentes e queiras - o que é humanamente compreensível-, não podes ludibriar um aprendizado, essa dor é velha. E é somente por isso que insisto e repito: Dói e não some. Mas o que fazer, se foi incumbido a esse, que toma por decrépito e sacal, o pesado fardo que é orientar-te? Sendo assim, que ao menos por um momento ouça: Essa dor pode ser relativizada em convívios, harmonizar em amor e, por fim, vencer toda inconsciência em perdão; Pois é essa, que não há outra, toda dor da humanidade.
E segue o velho, nesse mundo caduco, guardando toda sabedoria dos dias.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Da empírica tentativa de dissecar toda estupidez _ de Marcelo Dias Costa
Experimento – 2
Os estúpidos andam aos pares. E são eles seres equidistantes a outros de sua espécie. Mas é em ambiente competitivo que todo estúpido fortalece sua estupidez. Não é raro, se observarmos mais atentamente uma colônia de estúpidos, que membros riem de si mesmos – o que não passa de uma importante celebração, que também em si, demonstra concordância, convívio e empatia por toda estupidez proferida. Há também uma espantosa cooperação entre eles.
Esses seres se dividem em dois subgrupos, sendo eles formados por estúpidos vermelhos e os estúpidos azuis. Difusores do senso comum, o SER estúpido na maioria das vezes é contraditório, calorosamente intempestivo, podendo ser, por exemplo, no caso do vermelho, incansável orador de discursos anticapitalistas, mas ainda assim celebrar a prostituição do outro como uma escolha, como sendo uma condição natural! Veja só... Já o estúpido azul é certamente uma incógnita. Estudos apontam a necessidade de revisão de sua sapiência.
• Nota: Ainda que haja qualquer alteração nesse específico subgrupo, a espécie será mantida em igualdade no que confere à sua respectiva estupidez.
Esses pequenos seres, desde os tempos mais remotos, são ensinados a entenderem toda dinâmica da vida terrestre unicamente pela perspectiva da competição, que deram o nome de seleção natural. Já em seus primeiros passos de vida, os estupidinhos, vorazes pela sobrevivência, são ensinados por meio das escolas a mortificarem uns aos outros. A justificativa pra tal comportamento se dá pelo fato do pouquíssimo espaço disponível que se mensura ter ao sol. Quando chegam a primeira idade adulta, nossos amigos são levados a um novo ambiente... O trabalho! No trabalho, os estúpidos de maior estupidez, tonificados pela boçalidade, animados pela bestialidade e vivificados por toda ganância, incitam aos menores a ambição de serem cada vez mais estúpidos. É ai que os serezinhos se tornam capazes de tudo! Nesse momento não há mais qualquer cordialidade. Toda evolução é agora mensurada pela aquisição. É preciso então sobreviver a esse ambiente tão hostil, e amigos de outrora, então devem ser friamente eliminados.
Das relações afetivas entre estúpidos, ou mesmo numa relação afetiva que envolva um único estúpido somente (no que se configura como uma relação entre espécies), há algo que mereça a mais atenta observação, é que o ser estúpido, por sua vez, condicionado à competição, é incapaz de estabelecer relações mutualísticas de afeto. Um estúpido sempre está competindo. Ele precisa vencer. Mesmo que não seja um jogo, mesmo que não haja um outro competidor, a criatura estabelece uma meta de vitória: Geralmente a de domínio afetivo sobre um outro ser. Podendo ser estabelecida sobre um estúpido, ou não.
Os estúpidos, em maturidade, orgulham-se de serem já insensíveis. A espécie acredita piamente que quanto mais insensível for o ser, maior a chance de saírem vitoriosos nas relações de disputa. Inclusive, é bem comum esses seres não entenderem qualquer gesto de afeto.
Os estúpidos andam aos pares. E são eles seres equidistantes a outros de sua espécie. Mas é em ambiente competitivo que todo estúpido fortalece sua estupidez. Não é raro, se observarmos mais atentamente uma colônia de estúpidos, que membros riem de si mesmos – o que não passa de uma importante celebração, que também em si, demonstra concordância, convívio e empatia por toda estupidez proferida. Há também uma espantosa cooperação entre eles.
Esses seres se dividem em dois subgrupos, sendo eles formados por estúpidos vermelhos e os estúpidos azuis. Difusores do senso comum, o SER estúpido na maioria das vezes é contraditório, calorosamente intempestivo, podendo ser, por exemplo, no caso do vermelho, incansável orador de discursos anticapitalistas, mas ainda assim celebrar a prostituição do outro como uma escolha, como sendo uma condição natural! Veja só... Já o estúpido azul é certamente uma incógnita. Estudos apontam a necessidade de revisão de sua sapiência.
• Nota: Ainda que haja qualquer alteração nesse específico subgrupo, a espécie será mantida em igualdade no que confere à sua respectiva estupidez.
Esses pequenos seres, desde os tempos mais remotos, são ensinados a entenderem toda dinâmica da vida terrestre unicamente pela perspectiva da competição, que deram o nome de seleção natural. Já em seus primeiros passos de vida, os estupidinhos, vorazes pela sobrevivência, são ensinados por meio das escolas a mortificarem uns aos outros. A justificativa pra tal comportamento se dá pelo fato do pouquíssimo espaço disponível que se mensura ter ao sol. Quando chegam a primeira idade adulta, nossos amigos são levados a um novo ambiente... O trabalho! No trabalho, os estúpidos de maior estupidez, tonificados pela boçalidade, animados pela bestialidade e vivificados por toda ganância, incitam aos menores a ambição de serem cada vez mais estúpidos. É ai que os serezinhos se tornam capazes de tudo! Nesse momento não há mais qualquer cordialidade. Toda evolução é agora mensurada pela aquisição. É preciso então sobreviver a esse ambiente tão hostil, e amigos de outrora, então devem ser friamente eliminados.
Das relações afetivas entre estúpidos, ou mesmo numa relação afetiva que envolva um único estúpido somente (no que se configura como uma relação entre espécies), há algo que mereça a mais atenta observação, é que o ser estúpido, por sua vez, condicionado à competição, é incapaz de estabelecer relações mutualísticas de afeto. Um estúpido sempre está competindo. Ele precisa vencer. Mesmo que não seja um jogo, mesmo que não haja um outro competidor, a criatura estabelece uma meta de vitória: Geralmente a de domínio afetivo sobre um outro ser. Podendo ser estabelecida sobre um estúpido, ou não.
Os estúpidos, em maturidade, orgulham-se de serem já insensíveis. A espécie acredita piamente que quanto mais insensível for o ser, maior a chance de saírem vitoriosos nas relações de disputa. Inclusive, é bem comum esses seres não entenderem qualquer gesto de afeto.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Participantes para o núcleo de estudos em teatro dialético
É com muita felicidade que divulgamos o nome dos inscritos para Oficina Dramaturgia da Memória Morta, com Marcelo Dias Costa. Esta atividade será parte o primeiro módulo do núcleo de estudos em teatro dialético que seguirão com várias atividades até o mês maio do próximo ano, onde será realizada uma mostra de resultados com a ocupação da Casa do Movimento Popular com cenas. Para saber mais clique aqui
Lembramos que a oficina será nos dias 22 e 29 de novembro (sábado a partir das 14h). Aguardamos todos e todas! confira abaixo a lista de participantes!
LISTA DE NOMES
1 - Isabela Alves Santos
2 - Maria Luíza Anália da Sil
3 - Débora Casapê
4 - MARINAH OLIVEIRA
5 - Nayson Vinicius de Almeida Souza
6 - Amália Coelho de Souza
7 - Renato Gomes de Jesus
8 - Regina Perocini
9 - Elisa Terra Nogueira
10 - Priscila Stefani Sousa Storck
11 - brenda gonçalves moreira
12 - Jenifer Silva de Oliveira
13 - Larissa Silva Maia
14 - Hanna Haiane Silva Vitor
15 - Giselle Alves Lopes
16 - Tiago de Alencar Branco
17 - Isabella Lorrane Ramos Lopes
18 - Bruno rodrigues da cruz
19 - Tom Martins
20 - João Marcos F. Silva
21 - Tamara Macedo Lima
22 - Ana Carolina Silva torres
23 - Flavio Giovani Nogueira
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Núcleo de Estudos em Teatro Dialético - Inscrições Abertas
Dramaturgia Crônica da Memória Morta
Módulo I
A Cia. Crônica de Teatro desenvolve suas atividades na cidade de Contagem desde 2009, onde, além de montagens, busca estruturar espaços de formação e de compartilhamento de experiências abertas aos interessados na caminhada da companhia. As experiências de trabalho na crônica partem dos pressuposto do teatro épico com uma perspectiva dialética, tendo o conjunto de obras de Bertolt Brecht como importante referência de sua pesquisa.
O núcleos de estudo em teatro dialético são desenvolvidos desde 2011 e ganharam força desde então, se configurando como suporte de elenco para a própria companhia ou para impulsionar criação de outros coletivos autônomos. Para possibilitar uma maior participação de interessados, o núcleo deste ano será dividido em cinco módulos, onde o participante terá contato com as diferentes etapas de um processo de criação teatral critica. Ao final dos módulos será realizada um experimento cênicos com ocupação de espaços da Casa do Movimento Popular.
Querendo entender melhor a memória não refletida da cidade de Contagem/MG, prestar conta com nossa história para entender o presente e pensar o futuro, o processo de estudo teatral deste núcleo estará em contato direto com a realidade, investigando sobre os processos de lutas, das greves, do universo do trabalho e das mobilizações sociais que marcaram a história do Brasil, tendo como marco histórico os anos pós 1968 que pararam Contagem com ocupações de fabricas e surgimento de importantes movimentos que hoje não são refletidos ou lembrados na cidade, para não dizer, desconhecidos. Queremos preservar a memória de um povo colocando-a em movimento, fortalecendo suas bases e alicerces que dão sentido à vida. À luta!
O primeiro módulo será sobre construção dramatúrgica, o participante levantará matérias e parcializará diretamente no processo de construção do texto. Nos módulos seguintes investigaremos juntos uma nova relação com o processo de criação onde todos possam ter conhecimento e controle sobre os meios de produção de uma obra teatral.
Dramaturgia Crônica da Memória Morta - se propõe enquanto encontro. Uma vivência ansiosa por resgatar, produzir e difundir memórias de nosso povo por meio da escrita e prática teatral. Os materiais levantados servirão de base para continuidade de estudos do núcleo, criações de cenas, experimentos práticos e apresentações utilizando a Casa do Movimento Popular como espaço a ser ressignificado cenicamente.
O módulo I será orientado pelo poeta, jornalista e dramaturgo Marcelo Dias Costa.
22 e 29 de Novembro, das 14:00 hs às 18Hs
Local: Casa do Movimento Popular - Endereço: Av. General David Sarnof, 117 - Cindade Industrial, Contagem / MG. Esquina com João Cesar de Oliveria (Inicio da avenida), próximo ao metrô.
INSCRIÇÕES
Estudantes de teatro, atores e não atores, atrizes e não atrizes, artistas e interessados em geral.
Idade minima de 15 anos.
Valor: Contribuição voluntária do participante (quanto puder).
FICHA DE INSCRIÇÃO.CLIQUE AQUI
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Apresentação e Oficina no Festival Latino Americano - Ruínas Circulares
A Cia. Crônica de Teatro está na programação do Ruínas Circulares - Festival Latino Americano de Teatro em Uberlândia / MG, com apresentação do espetáculo CORAGEM livre adaptação de Mãe Coragem e Seus Filhos de Bertolt Brecht e Oficina. Interessados podem fazer a inscrição gratuitamente. A apresentação será no dia 16 de novembro (Domingo às 16h). Conferir programação oficial do festival.
OFICINA DE TEATRO ÉPICO
Data: 13, 14 e 15 de Novembro
Local: Sala A4 da Oficina Cultural de Uberlândia
Horário: 09h às 12h
Quantidade de vagas: 40
Carga horária: 12 horas
Público: Adolescentes e adultos. Artistas e dançarinos. Pessoas interessadas com idade mínima de 15 anos.
A oficina apresenta um pouco de como a Cia. Crônica busca uma criação coletivizada em seus processos. São desenvolvidos jogos, exercícios e experimentos musicais num horizonte de construção de cenas com uma perspectiva dialética. Para isso, a oficina também traz um momento introdução aos pressupostos do teatro épico e a relação Bertolt Brecht com o gênero.
A Cia Crônica de Teatro é um grupo atuante na cidade de Contagem (MG), onde desenvolve trabalhos na linha do teatro épico, interessando-se numa atuação critica e tendo nas contradições do cotidiano da sociedade atual, os elementos motivadores para suas criações. O grupo atua em regiões da periferia operária da cidade, onde desenvolve espetáculos e projetos de formação visando à democratização politizada do acesso a arte teatral.
Acreditando na transmissão de saberes a partir de processos colaborativos, a Cia. Crônica tem uma característica de núcleos para troca de experiências, criação, pesquisa e experimentação sempre abertos para interessados, com ou sem experiência, se integrarem ao grupo.
Pede-se ao participante que traga instrumentos musicais (se for o caso) e venha vestido com roupas leves.
CORAGEM
Livre adaptação da obra Mãe Coragem e seus filhos de Bertolt Brecht provocada pelas manifestações de junho de 2013 e a realidade de Contagem / MG. O enredo de CORAGEM narra a história de uma mãe que puxa sua carroça entre rebeliões e manifestações. Numa cidade em estado de barbárie, ela vê uma forma de comércio e acaba perdendo seus filhos para a mesma guerra da qual depende para sobreviver.
Dia 16 de novembro (domingo às 16h)
OFICINA DE TEATRO ÉPICO
Data: 13, 14 e 15 de Novembro
Local: Sala A4 da Oficina Cultural de Uberlândia
Horário: 09h às 12h
Quantidade de vagas: 40
Carga horária: 12 horas
Público: Adolescentes e adultos. Artistas e dançarinos. Pessoas interessadas com idade mínima de 15 anos.
A oficina apresenta um pouco de como a Cia. Crônica busca uma criação coletivizada em seus processos. São desenvolvidos jogos, exercícios e experimentos musicais num horizonte de construção de cenas com uma perspectiva dialética. Para isso, a oficina também traz um momento introdução aos pressupostos do teatro épico e a relação Bertolt Brecht com o gênero.
A Cia Crônica de Teatro é um grupo atuante na cidade de Contagem (MG), onde desenvolve trabalhos na linha do teatro épico, interessando-se numa atuação critica e tendo nas contradições do cotidiano da sociedade atual, os elementos motivadores para suas criações. O grupo atua em regiões da periferia operária da cidade, onde desenvolve espetáculos e projetos de formação visando à democratização politizada do acesso a arte teatral.
Acreditando na transmissão de saberes a partir de processos colaborativos, a Cia. Crônica tem uma característica de núcleos para troca de experiências, criação, pesquisa e experimentação sempre abertos para interessados, com ou sem experiência, se integrarem ao grupo.
Pede-se ao participante que traga instrumentos musicais (se for o caso) e venha vestido com roupas leves.
CORAGEM
Livre adaptação da obra Mãe Coragem e seus filhos de Bertolt Brecht provocada pelas manifestações de junho de 2013 e a realidade de Contagem / MG. O enredo de CORAGEM narra a história de uma mãe que puxa sua carroça entre rebeliões e manifestações. Numa cidade em estado de barbárie, ela vê uma forma de comércio e acaba perdendo seus filhos para a mesma guerra da qual depende para sobreviver.
Dia 16 de novembro (domingo às 16h)
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Cia. Crônica inicia atividades de formação em teatro dialético
Dezenas de inscrições de várias cidades mineiras e um grupo do Rio de Janeiro.
Começa nesta terça-feira 14 de outubro, as atividades de formação em teatro dialético realizadas pela Cia. Crônica de Teatro. Novamente foram dezenas de inscrições recebidas para a "Oficina de Teatro Épico" e para o curso de "Teoria Marxista da Alienação", este ano especialmente com a confirmação de pelo menos 11 inscrições de outro estado. O Grupo Teatro da Laje que atua na região do Morro do Alemão no Rio de Janeiro se mobilizou para comparecer a oficina colocando em pratica algumas das discussões levantadas no primeiro Seminário Internacional de Teatro e Sociedade realizado em São Paulo pela Companhia do Latão. O seminário possibilitou uma ampla discussão e o encontro entre diversos coletivos e pesquisadores. A Cia. Crônica esteve presente e pode falar sobre sua atuação na cidade de Contagem, junto a Casa do Movimento Popular (CMP) e ao Fórum Popular de Cultura que abriram novas possibilidades de acesso cultural para a cidade.
Como no ano passado, este será um momento muito especial para a Cia. Crônica, pois é o momento para um primeiro contato dos participantes com os pressupostos de criação do grupo e após isso se iniciam outras atividades de formação abertas aos que se interessarem em integrar os núcleos de criação e pesquisa continuada em teatro dialético. Se torna mais especial por estar recebendo um grupo de outro estado na CMP que se abre para possibilidade de residência artística entre coletivos e interessados neste universo. Se consolidando como um importante ponto de referencia cultural em Contagem, a CMP tem cumprido um importante papel no resgate e a ativação histórica de um espaço construído no auge das lutas operarias no regime militar, agregando movimentos sociais, sindicais e populares.
Para Cia. Crônica é um prazer fazer parte deste momento acreditando ainda, que as atividades de formação deste ano trarão muitas possibilidade de troca e aprendizado para todos, acrescentando para um novo mormento cultural vivenciado em Contagem através de praticas independentes. Sejam todos e todas bem vindos!
Sobre o Grupo Teatro da Laje
O Grupo Teatro da Laje nasceu na favela da Vila Cruzeiro, localizada no bairro carioca da Penha, em janeiro de 2003 como desdobramento e ampliação das ações desenvolvidas nas aulas de Artes Cênicas de uma escola pública localizada na comunidade. Seu nome resgata o início de sua trajetória, quando as lajes das casas da favela serviam de locais de ensaio e celebra esse espaço que é uma verdadeira instituição cultural das favelas cariocas. Dramaturgia confeccionada lado a lado com os atores; irreverência; evidenciação da linguagem, rituais, problemas, preocupações, signos e práticas cotidianas da juventude das favelas cariocas; interpretação despojada, baseada mais na noção de jogo entre os atores do que na de representação de personagens ficcionais; criação coletiva desenvolvida no processo de improvisações e jogos coletivos, onde ao diretor/dramaturgo cabe a função de selecionar e costurar os elementos produzidos; teatralidade exacerbada através da radicalização dos signos próprios do teatro; palco nu, utilização de poucos objetos cênicos e valorização dos recursos físicos e criativos dos atores; o ator como elemento central da criação: são os eixos da proposta teatral do grupo. Desde sua fundação o Grupo Teatro da Laje já cumpriu o importante papel de romper o isolamento cultural da comunidade da Vila Cruzeiro e ampliar o espaço de circulação de sua juventude na cidade. Sua trajetória e sua experiência foram objetos de dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da UERJ (2010). Em junho de 2006 o grupo ganhou o Prêmio Cultura Viva, concedido pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobrás, a iniciativas que tenham caráter de continuidade e apoio da comunidade. Em 2010 ficou entre as 20 iniciativas com melhor avaliação no país no edital do Programa Mais Cultura Para os Territórios da Paz – uma parceria dos Ministérios da Cultura e da Justiça e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
Começa nesta terça-feira 14 de outubro, as atividades de formação em teatro dialético realizadas pela Cia. Crônica de Teatro. Novamente foram dezenas de inscrições recebidas para a "Oficina de Teatro Épico" e para o curso de "Teoria Marxista da Alienação", este ano especialmente com a confirmação de pelo menos 11 inscrições de outro estado. O Grupo Teatro da Laje que atua na região do Morro do Alemão no Rio de Janeiro se mobilizou para comparecer a oficina colocando em pratica algumas das discussões levantadas no primeiro Seminário Internacional de Teatro e Sociedade realizado em São Paulo pela Companhia do Latão. O seminário possibilitou uma ampla discussão e o encontro entre diversos coletivos e pesquisadores. A Cia. Crônica esteve presente e pode falar sobre sua atuação na cidade de Contagem, junto a Casa do Movimento Popular (CMP) e ao Fórum Popular de Cultura que abriram novas possibilidades de acesso cultural para a cidade.
Como no ano passado, este será um momento muito especial para a Cia. Crônica, pois é o momento para um primeiro contato dos participantes com os pressupostos de criação do grupo e após isso se iniciam outras atividades de formação abertas aos que se interessarem em integrar os núcleos de criação e pesquisa continuada em teatro dialético. Se torna mais especial por estar recebendo um grupo de outro estado na CMP que se abre para possibilidade de residência artística entre coletivos e interessados neste universo. Se consolidando como um importante ponto de referencia cultural em Contagem, a CMP tem cumprido um importante papel no resgate e a ativação histórica de um espaço construído no auge das lutas operarias no regime militar, agregando movimentos sociais, sindicais e populares.
Para Cia. Crônica é um prazer fazer parte deste momento acreditando ainda, que as atividades de formação deste ano trarão muitas possibilidade de troca e aprendizado para todos, acrescentando para um novo mormento cultural vivenciado em Contagem através de praticas independentes. Sejam todos e todas bem vindos!
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| Cena do espetáculo CORAGEM, nova montagem de rua da Cia. Crônica, resultante do processo de formação iniciado em setembro de 2013. Foto de Ana Lua |
Sobre o Grupo Teatro da Laje
O Grupo Teatro da Laje nasceu na favela da Vila Cruzeiro, localizada no bairro carioca da Penha, em janeiro de 2003 como desdobramento e ampliação das ações desenvolvidas nas aulas de Artes Cênicas de uma escola pública localizada na comunidade. Seu nome resgata o início de sua trajetória, quando as lajes das casas da favela serviam de locais de ensaio e celebra esse espaço que é uma verdadeira instituição cultural das favelas cariocas. Dramaturgia confeccionada lado a lado com os atores; irreverência; evidenciação da linguagem, rituais, problemas, preocupações, signos e práticas cotidianas da juventude das favelas cariocas; interpretação despojada, baseada mais na noção de jogo entre os atores do que na de representação de personagens ficcionais; criação coletiva desenvolvida no processo de improvisações e jogos coletivos, onde ao diretor/dramaturgo cabe a função de selecionar e costurar os elementos produzidos; teatralidade exacerbada através da radicalização dos signos próprios do teatro; palco nu, utilização de poucos objetos cênicos e valorização dos recursos físicos e criativos dos atores; o ator como elemento central da criação: são os eixos da proposta teatral do grupo. Desde sua fundação o Grupo Teatro da Laje já cumpriu o importante papel de romper o isolamento cultural da comunidade da Vila Cruzeiro e ampliar o espaço de circulação de sua juventude na cidade. Sua trajetória e sua experiência foram objetos de dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da UERJ (2010). Em junho de 2006 o grupo ganhou o Prêmio Cultura Viva, concedido pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobrás, a iniciativas que tenham caráter de continuidade e apoio da comunidade. Em 2010 ficou entre as 20 iniciativas com melhor avaliação no país no edital do Programa Mais Cultura Para os Territórios da Paz – uma parceria dos Ministérios da Cultura e da Justiça e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
ESTRÉIA DE ESPETÁCULO EM MOSTRA DE REPERTÓRIO
Estréia do novo trabalho "CORAGEM", presentações nas praças, feira, ônibus e atividades de formação.
A Cia. Crônica de Teatro realizará uma mostra de repertório (de 09 a 18 de outubro) reunindo estréia de um espetáculo, apresentações nos ônibus da cidade e atividades de formação. Os interessados podem se inscrever gratuitamente para uma oficina ade Teatro Épico e para um Curso de Teoria Marxista da Alienação. As apresentações acontecerão na Praça dos Ciganos no Bairro Inconfidentes, Praça das Bandeiras na Vila Bandeirantes, na Vila da Paz no Bairro industrial e na Feira de Artesanato do Bairro Amazonas. A mostra de repertório 2014 foi contemplada pelo Fundo de Incentivo a Cultura de Contagem.
Confira a programação e detalhes das atividades
Montagem inspirada no texto Mãe Coragem e Seus Filhos de Bertolt Brecht com uma releitura das manifestações Brasileiras e da realidade de Contagem/MG. O enredo narra a história de uma mãe que puxa sua carroça entre rebeliões e manifestações. Numa cidade em estado de barbárie, ela vê uma forma de comercio e acaba perdendo seus filhos para a mesma guerra da qual depende para sobreviver.
Coragem é um manifesto cênico provocado pelas manifestações que se iniciaram no Brasil em junho/2013. Nesta montagem o foco da Cia. Crônica foi reunir interessados em compartilhar o fazer teatral dialético buscando formas de colocar manifestações das contradições de Contagem/MG em cena e nas ruas. O texto "Mãe Coragem e Seus Filhos" de Bertolt Brecht, serviu como norteador do processo de construção e do enredo que se desenvolve em narrativa épica com assuntos relacionados a situação social e politica da cidade e do pais num momento de grandes manifestações e suas consequências.
ELENCO: Daniela Graciere, Everton Henrique, Fabiane Elise, Flávia Aniceto, Jessé Duarte, Raissa Vieira, Ricardo Silva (Fai), Thiago Amador, Tobias Santos Teixeira, Val Alváres.
DIREÇÃO MUSICAL: Tobias Santos Texeira
PREPARAÇÃO FÍSICA: Daniela Graciere E Thiago Amador
DRAMATURGIA: Marcelo Dias Costa, Daniela Graciere e Jessé Duarte
DIREÇÃO: Jessé Duarte
A Cia. Crônica de Teatro realizará uma mostra de repertório (de 09 a 18 de outubro) reunindo estréia de um espetáculo, apresentações nos ônibus da cidade e atividades de formação. Os interessados podem se inscrever gratuitamente para uma oficina ade Teatro Épico e para um Curso de Teoria Marxista da Alienação. As apresentações acontecerão na Praça dos Ciganos no Bairro Inconfidentes, Praça das Bandeiras na Vila Bandeirantes, na Vila da Paz no Bairro industrial e na Feira de Artesanato do Bairro Amazonas. A mostra de repertório 2014 foi contemplada pelo Fundo de Incentivo a Cultura de Contagem.
Confira a programação e detalhes das atividades
CORAGEM
Montagem inspirada no texto Mãe Coragem e Seus Filhos de Bertolt Brecht com uma releitura das manifestações Brasileiras e da realidade de Contagem/MG. O enredo narra a história de uma mãe que puxa sua carroça entre rebeliões e manifestações. Numa cidade em estado de barbárie, ela vê uma forma de comercio e acaba perdendo seus filhos para a mesma guerra da qual depende para sobreviver.
Coragem é um manifesto cênico provocado pelas manifestações que se iniciaram no Brasil em junho/2013. Nesta montagem o foco da Cia. Crônica foi reunir interessados em compartilhar o fazer teatral dialético buscando formas de colocar manifestações das contradições de Contagem/MG em cena e nas ruas. O texto "Mãe Coragem e Seus Filhos" de Bertolt Brecht, serviu como norteador do processo de construção e do enredo que se desenvolve em narrativa épica com assuntos relacionados a situação social e politica da cidade e do pais num momento de grandes manifestações e suas consequências.
ELENCO: Daniela Graciere, Everton Henrique, Fabiane Elise, Flávia Aniceto, Jessé Duarte, Raissa Vieira, Ricardo Silva (Fai), Thiago Amador, Tobias Santos Teixeira, Val Alváres.
DIREÇÃO MUSICAL: Tobias Santos Texeira
PREPARAÇÃO FÍSICA: Daniela Graciere E Thiago Amador
DRAMATURGIA: Marcelo Dias Costa, Daniela Graciere e Jessé Duarte
DIREÇÃO: Jessé Duarte
PROGRAMAÇÃO
- 09/10 (QUINTA ÀS 20h): Bairro Inconfidentes: Praça dos Ciganos -Av. Frei Henrique Soares.
- 10/10 (SEXTA ÀS 20H): Vila Bandeirantes: Praça das Bandeiras - Av. Ipiranga em frente ao Cemitério da Glória
- 11/10 (SÁBADO ÀS 16H): Bairro Industrial: Vila da Paz – Rua Paulo de Frontin, 1.200
- 12/10 (DOMINGO ÀS 11H): Bairro Amazonas: Feira de
Artesanato – Av. Alvarenga Peixoto.
TEASER
MOSAICO - Estudo cênico em pequenas peças
Trabalho realizado pela Cia. Crônica de Teatro (Contagem / MG) e consiste em realizar pequenas apresentações teatrais em ônibus municipais e intermunicipais de diferentes cidades. Cada apresentação é composta por um ato de um mosaico de cenas criadas a partir de poesias, textos literários, teatrais clássicos e autorais. Caminhando com um horizonte de pensar formas de democratização do acesso à cultura no contato direto com a população, o objetivo do trabalho é reunir elementos que potencializem os estudos da companhia em torno do fazer teatral popular, observando as interferências desta arte no meio urbano, as possibilidades de utilização do transporte público enquanto espaço cênico, as relações entre o público e o artista em lugares e situações não convencionais.
ATO I - Mas não devia.
Cansado de se acostumar com as relações naturalizadas da vida, um operário entra no ônibus convidando o público a uma reflexão, numa narrativa lúdica e poética tenta estabelecer um lugar diferente para ver e falar de acontecimentos tidos como banais em nosso cotidiano.
PROGRAMAÇÃO
- 07 e 08/10 (TERÇA E QUARTA ÀS 16H): Partida dos pontos em Frente a Estação de Metrô Eldorado.
Oficina de Teatro Èpico - 14, 15 e 16 de outubro de 2014 (Terça a quinta das 19h as 22h).
Nesta oficina a Cia. Crônica apresenta um pouco dos pressupostos utilizados em seus trabalhos, sendo também uma abertura e primeiro contato para interessados que queiram participar dos núcleos de pesquisa e formação da companhia. Durante três dias serão abordado aspectos do teatro épico sobre uma perspectiva dialética com criação de cenas, jogos e estudos sobre Bertolt Brecht e o teatro épico.
Curso Teoria Marxista da Alienação – 18 de outubro (sábado das 9h as 18h).
Curso sobre o conceito da alienação ou estranhamento, desenvolvido a partir de estudos de textos de “ O Capital”, “Manuscritos econômicos filosóficos” de Karl Marx e leituras dramáticas com jogos e exercícios práticos com textos teatrais de Bertolt Brecht entre outros autores de teatro épico O curso é aberto a todos os interessados, sejam artistas ou não.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Cia Crônica de Teetro estréia novo trabalho em Contagem/MG
Temporada de estréia acontecerá dentro da mostra de repertório da companhia, que inclui ainda, apresentações do "MOSAICO - estudo cênico em pequenas peças" nos ônibus da cidade e atvidades de formação abertas aos interessados.
PROGRAMAÇÃO
Coragem é uma espécie de manifesto cênico provocado pelas manifestações que se iniciaram no Brasil em junho/2013. Nesta montagem o foco foi reunir interessados em compartilhar o fazer teatral buscando formas para colocar as nas ruas as manifestações das contradições de Contagem/MG. O texto "Mãe Coragem e Seus Filhos" de Bertolt Brecht, serviu como norteador do enredo que se desenvolve em narrativa épica de assuntos como uma industria que se desenvolve para proteger as pessoas delas mesmas, ou de um estado que faz manutenção do caos com sua naturalização para garantir o controle dos miseráveis, trocando direitos por migalhas em detrimento de interesses maiores. Entre manifestações e rebeliões populares, da comercialização de mercadorias humanizadas e de relações humanas mercantilizados, nossa Mãe Coragem aparece como personificação do atual estado brasileiro que morre e mata aos poucos seu povo em nome da paz. Para poucos.
ELENCO: Daniela Graciere, Everton Henrique, Fabiane Elise, Flávia Aniceto, Jessé Duarte, Raissa Vieira, Ricardo Silva (Fai), Thiago Amador, Tobias Santos Teixeira, Val Alváres.
DIREÇÃO: Jessé Duarte
DIREÇÃO MÚSICAL: Tobias Santos Texeira
DRAMATURGIA: Marcelo Dias Costa, Daniela Graciere e Jessé Duarte
PROGRAMAÇÃO
- 09/10 (QUINTA ÀS 20h): Bairro Inconfidentes: Praça dos Ciganos -Av. Frei Henrique Soares.
- 10/10 (SEXTA ÀS 20H): Vila Bandeirantes: Praça das Bandeiras - Av. Ipiranga em frente ao Cemitério da Glória
- 11/10 (SÁBADO ÀS 16H): Bairro Industrial: Vila da Paz – Rua Paulo de Frontin, 1.200
- 12/10 (DOMINGO ÀS 11H): Bairro Amazonas: Feira de Artesanato – Av. Alvarenga Peixoto.
Coragem é uma espécie de manifesto cênico provocado pelas manifestações que se iniciaram no Brasil em junho/2013. Nesta montagem o foco foi reunir interessados em compartilhar o fazer teatral buscando formas para colocar as nas ruas as manifestações das contradições de Contagem/MG. O texto "Mãe Coragem e Seus Filhos" de Bertolt Brecht, serviu como norteador do enredo que se desenvolve em narrativa épica de assuntos como uma industria que se desenvolve para proteger as pessoas delas mesmas, ou de um estado que faz manutenção do caos com sua naturalização para garantir o controle dos miseráveis, trocando direitos por migalhas em detrimento de interesses maiores. Entre manifestações e rebeliões populares, da comercialização de mercadorias humanizadas e de relações humanas mercantilizados, nossa Mãe Coragem aparece como personificação do atual estado brasileiro que morre e mata aos poucos seu povo em nome da paz. Para poucos.
ELENCO: Daniela Graciere, Everton Henrique, Fabiane Elise, Flávia Aniceto, Jessé Duarte, Raissa Vieira, Ricardo Silva (Fai), Thiago Amador, Tobias Santos Teixeira, Val Alváres.
DIREÇÃO: Jessé Duarte
DIREÇÃO MÚSICAL: Tobias Santos Texeira
DRAMATURGIA: Marcelo Dias Costa, Daniela Graciere e Jessé Duarte
Formação em Teatro Dialético
No mês de outubro a Cia. Crônica realizará uma mostra de seu repertório com apresentação de dois trabalhos, estreando "Coragem" e apresentando "MOSAICO - Estudo cênico em pequenas peças" nos ônibus da cidade. Para dar sequência na programação de apresentações, a companhia oferecerá uma oficina e um curso aberto a todos interessados. As atividades acontecerão em diferentes bairros da Regional Industrial e na Casa do Movimento Popular, localizada na Cidade Industrial em Contagem/MG
Oficina de Teatro
Èpico - 14, 15 e 16 de outubro de 2014 (Terça a quinta das 19h as
22h).
Nesta oficina a Cia.
Crônica apresenta um pouco dos pressupostos utilizados em seus
trabalhos, sendo também uma abertura e primeiro contato para interessados que queiram participar dos núcleos de pesquisa e formação da companhia. Durante três dias serão
abordado aspectos do teatro épico sobre uma perspectiva dialética com
criação de cenas, jogos e estudos sobre Bertolt Brecht e o teatro épico.
Curso Teoria
Marxista da Alienação – 18 de outubro (sábado das 9h as 18h).
Curso sobre o conceito da alienação ou estranhamento, desenvolvido a partir de
estudos de textos de “ O Capital”, “Manuscritos econômicos
filosóficos” de Karl Marx e leituras dramáticas com jogos e exercícios práticos com textos teatrais de Bertolt Brecht entre
outros autores de teatro épico O curso é aberto a todos os
interessados, sejam artistas ou não.
FAÇA SUA INSCRIÇÃO
Os interessados pagam o que puder para participar das atividades. As inscrições vão até dia 13 de outubro e podem ser feita preenchendo o formulário abaixo. A idade minima para participar é de 16 anos.
As atividades serão realizadas na Casa do Movimento Popular
Av. General David Sarnof, 117 - Cidade Industrial - Contagem/MG -Esquina com João César de Oliveira / Próximo ao Metrô Eldoradoquarta-feira, 20 de agosto de 2014
Matéria sobre Jessé Duarte no Jornal O Tempo
Coluna PERSONAGEM do Jornal O Tempo de sexta 15 de agosto de 2014 conta um pouco da história de Jessé Duarte - Ator e diretor da Cia. Crônica, ativista do Fórum Popular de Cultura de Contagem. Matéria está disponível no site do Jornal CLIQUE AQUI PARA LER
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
INUTREALIDADE – Teatro aos que tem fome
Sobre o movo livro de nosso dramaturgo Marcelo Dias Costa
por Jessé Duarte
O teatro também como possibilidade de leitura. Reunidos em livro, “O Estado da Besta” e “Revoada” são dois textos com um humor acido sobre a realidade atual.
O livro enquanto possibilidade de aproximação entre o leitor e o autor, de mão em mão, mais de mil copias já foram distribuídas pelo Brasil.
O olhar sobre o leitor enquanto sujeito histórico, que pode fazer do conteúdo adquirido o que bem entender – Todos os direitos da obra são cedidos aos que tem fome de leitura, da palavra e da necessidade de agir.
Aos que não calam a barrica quando a fome grita, só com a comida oferecida em migalhas ou em fartura mesmo: Vamos ler teatro? Ter apetite das nossas contradições? Devorar o livro, as peças, as horas “perdidas” na leitura e na imaginação sobre como serão as personagens? Serão homens que encontramos nas ruas? No trabalho? Na televisão?
Provocações. O livro pode ser nutritivo caso o contato com seu conteúdo possibilite um olhar questionador sobre as ideias do próprio autor diante da realidade brasileira e o ser humano.
Pode não ser nutritivo, com tantos questionamentos na ordem dos dias. O importante seja o apetite e o desejo de matar a fome e o que tem nos causado a fome.
Talvez, o teatro aos que tem fome seja uma tentativa, um grito de resistência num país que sofre de desnutrição por falta de muitas proteínas. Cultura é uma delas. De tanto de ser tratada como inútil perdeu seu sentido de nutrir.
Aos que tem fome de tudo o que tem direito, essa produção independente chega como negação provocativa. Poderá ela nutrir, sendo hoje o teatro e a arte em geral, um artigo de luxo? Como nutrir-se de nossa Inutrealidade?
SOBRE O AUTOR
Marcelo Dias Costa é jornalista, poeta e dramaturgo contagense, ativista do Fórum Popular de Cultura, é também um dos fundadores do Apoema Sarau Livre. Co–autor do Manifesto Escancarado – Plataforma de pesquisa, experimento e formação teatral, Marcelo recentemente publicou os livros INUTREALIDADE – teatro aos que tem fome e Manifesto Escárnio Poético.
VALOR DO LIVRO: R$ 20,00
Compre na Casa do Movimento Popular
por Jessé Duarte
O teatro também como possibilidade de leitura. Reunidos em livro, “O Estado da Besta” e “Revoada” são dois textos com um humor acido sobre a realidade atual.
O livro enquanto possibilidade de aproximação entre o leitor e o autor, de mão em mão, mais de mil copias já foram distribuídas pelo Brasil.
O olhar sobre o leitor enquanto sujeito histórico, que pode fazer do conteúdo adquirido o que bem entender – Todos os direitos da obra são cedidos aos que tem fome de leitura, da palavra e da necessidade de agir.
Aos que não calam a barrica quando a fome grita, só com a comida oferecida em migalhas ou em fartura mesmo: Vamos ler teatro? Ter apetite das nossas contradições? Devorar o livro, as peças, as horas “perdidas” na leitura e na imaginação sobre como serão as personagens? Serão homens que encontramos nas ruas? No trabalho? Na televisão?
Provocações. O livro pode ser nutritivo caso o contato com seu conteúdo possibilite um olhar questionador sobre as ideias do próprio autor diante da realidade brasileira e o ser humano.
Pode não ser nutritivo, com tantos questionamentos na ordem dos dias. O importante seja o apetite e o desejo de matar a fome e o que tem nos causado a fome.
Talvez, o teatro aos que tem fome seja uma tentativa, um grito de resistência num país que sofre de desnutrição por falta de muitas proteínas. Cultura é uma delas. De tanto de ser tratada como inútil perdeu seu sentido de nutrir.
Aos que tem fome de tudo o que tem direito, essa produção independente chega como negação provocativa. Poderá ela nutrir, sendo hoje o teatro e a arte em geral, um artigo de luxo? Como nutrir-se de nossa Inutrealidade?
SOBRE O AUTOR
Marcelo Dias Costa é jornalista, poeta e dramaturgo contagense, ativista do Fórum Popular de Cultura, é também um dos fundadores do Apoema Sarau Livre. Co–autor do Manifesto Escancarado – Plataforma de pesquisa, experimento e formação teatral, Marcelo recentemente publicou os livros INUTREALIDADE – teatro aos que tem fome e Manifesto Escárnio Poético.
VALOR DO LIVRO: R$ 20,00
Compre na Casa do Movimento Popular
domingo, 10 de agosto de 2014
Sobre nossa passagem por Juiz de Fora / MG
Em Juiz de Fora realizamos apresentações e participamos de seminário sobre função social da arte.
Entre os dias 07 e 10 de agosto estivemos em Juiz de Fora / MG, onde realizamos apresentações nos ônibus da cidades e Marcelo Dias Costa e Jessé Duarte participaram de debates sobre a função social da arte no seminário "A Quem Serve Sua Arte", compartilhando as experiencias e vivencias do grupo junto ao Fórum Popular de Cultura de Contagem. A recepção do publico foi maravilhosa, atingimos uma média de pelo menos 500 pessoas com apresentação em 20 ônibus de diferentes regiões da cidade. E aproveitando a passagem, realizamos o trabalho de oferecer o novo Livro de Marcelo Dias INUTREALIDADE - Teatro aos que tem fome de mão em mão para a população local. Lançado no dia 27 de julho em Contagem, o livro jé teve mais de mil copias vendidas num processo de contato direto com o público por várias cidades do Brasil.
Veja mais sobre nossa passagem por Juiz de Fora em matéria no Jornal local Tribuna de Minas AQUI
SOBRE O LIVOR DE MARCELO DIAS COSTA
INUTREALIDADE - Teatro aos que tem fome - uma obra que desnaturaliza as relações de interesse. Uma abordagem que em escrita e escracho investiga as relação sociais e a manutenção da ordem das mercadorias. Livro composto por dois textos teatrais que se aproximam por partirem de um mesmo lugar: A necessidade de um horizonte histórico e questionador sobre a organização do mundo atual.
Os personagens são representações de uma sociedade em que o próprio ser humano não consegue se dar conta de quem ele é. Histórias de príncipes encantados, de reis e rainhas, de homens perfeitos, traições amorosas, discussões familiares e finais felizes não serão encontrados neste livro. Os personagens perfeitos e os diálogos que tratam de assuntos da vida privada desaparecem para dar lugar às representações dos extratos mais baixos da sociedade.
Este livro contém mais do que palavras, personagens, situações e possibilidade para representação. Nele está impresso o ridículo, o grotesco, o bufão humanizado. Dramaturgia não exclusiva a atores e atrizes, mas para apropriação popular do teatro. Tudo isso graças ao esforço e ao trabalho independente, que certamente um dos principais pressupostos desta obra. Este livro é o registro da coragem e resistência do artista brasileiro.
Entre os dias 07 e 10 de agosto estivemos em Juiz de Fora / MG, onde realizamos apresentações nos ônibus da cidades e Marcelo Dias Costa e Jessé Duarte participaram de debates sobre a função social da arte no seminário "A Quem Serve Sua Arte", compartilhando as experiencias e vivencias do grupo junto ao Fórum Popular de Cultura de Contagem. A recepção do publico foi maravilhosa, atingimos uma média de pelo menos 500 pessoas com apresentação em 20 ônibus de diferentes regiões da cidade. E aproveitando a passagem, realizamos o trabalho de oferecer o novo Livro de Marcelo Dias INUTREALIDADE - Teatro aos que tem fome de mão em mão para a população local. Lançado no dia 27 de julho em Contagem, o livro jé teve mais de mil copias vendidas num processo de contato direto com o público por várias cidades do Brasil.
Os apontamentos e desdobramentos do seminário foram de encontro ao desafio de pensar um discussão sobre arte, cultura e sociedade a nível estadual. Em breve realizaremos o mesmo seminário na cidade de São João Del Rei / MG onde também acontecerá o lançamento do livro.
Agradecemos ao povo de juiz de Fora pelo carinho e atenção, a todos que se integraram e nos receberam tão bem, que participaram e continuarão tocando as discussões na cidade. Esperamos retornar em breve com mais trabalhos e possibilidades de troca.
Veja mais sobre nossa passagem por Juiz de Fora em matéria no Jornal local Tribuna de Minas AQUI
SOBRE O LIVOR DE MARCELO DIAS COSTA
INUTREALIDADE - Teatro aos que tem fome - uma obra que desnaturaliza as relações de interesse. Uma abordagem que em escrita e escracho investiga as relação sociais e a manutenção da ordem das mercadorias. Livro composto por dois textos teatrais que se aproximam por partirem de um mesmo lugar: A necessidade de um horizonte histórico e questionador sobre a organização do mundo atual.
Os personagens são representações de uma sociedade em que o próprio ser humano não consegue se dar conta de quem ele é. Histórias de príncipes encantados, de reis e rainhas, de homens perfeitos, traições amorosas, discussões familiares e finais felizes não serão encontrados neste livro. Os personagens perfeitos e os diálogos que tratam de assuntos da vida privada desaparecem para dar lugar às representações dos extratos mais baixos da sociedade.
Este livro contém mais do que palavras, personagens, situações e possibilidade para representação. Nele está impresso o ridículo, o grotesco, o bufão humanizado. Dramaturgia não exclusiva a atores e atrizes, mas para apropriação popular do teatro. Tudo isso graças ao esforço e ao trabalho independente, que certamente um dos principais pressupostos desta obra. Este livro é o registro da coragem e resistência do artista brasileiro.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Em Juiz de Fora / MG
Jessé Duarte e Marcelo Dias Costa, integrantes da Cia. Crônica de Teatro (Contagem/MG) participam do seminário "A Quem serve sua arte?" em Juiz de Fora / MG. Companhia também se apresenta nos ônibus da cidade .
O encontro organizado de forma independente por artistas locais acontecerá das 19:00h às 22:00h no auditório da Funalfa (Parque Halfeld) VEJA MAIS AQUI com intuito de levantar questionamentos sobre as condições de vida e da produção cultural no mundo atual. Discutir modelos e propor novas possibilidades de fomento às artes. A refletir sobre as reais funções da cultura no atual sistema e sobre a necessidade de reivindicar espaços públicos para produzir cultura.
Intermediadores:
Marcelo Dias Costa é jornalista, poeta e dramaturgo contagense, ativista do Fórum Popular de Cultura, é também um dos fundadores do Apoema Sarau Livre. Co–autor do Manifesto Escancarado – Plataforma de pesquisa, experimento e formação teatral, Marcelo recentemente publicou os livros INUTREALIDADE – teatro aos que tem fome e Manifesto Escárnio Poético.
Jessé Duarte é ator e diretor de teatro. Nascido em Contagem, começou a estudar teatro no início do ano dois mil nos cursos livres dos festivais realizados pela FETEMIG - Federação de Teatro de Minas Gerias. Aprofundou sua pesquisa de teatro crítico e popular embasando-se no gênero épico e dialético e a obra de Bertolt Brecht. Em 2009 fundou a Cia. Crônica de Teatro. No teatro escreveu a peça Cabeça de Porco, atuou e dirigiu Estômago. Hoje Jessé realiza um estudo cênico em pequenas peças em ônibus e dirige o espetáculo CORAGEM. O artista é um dos fundadores do Fórum Popular de Cultura.
Nicolle Bello é juizforana, publicitária, ilustradora, diretora de arte da Chico Rei e criadora do bloco carnavalesco 'Besta é Tu!', estreante no Corredor da Folia 2014.
Marcelo Dias Costa é jornalista, poeta e dramaturgo contagense, ativista do Fórum Popular de Cultura, é também um dos fundadores do Apoema Sarau Livre. Co–autor do Manifesto Escancarado – Plataforma de pesquisa, experimento e formação teatral, Marcelo recentemente publicou os livros INUTREALIDADE – teatro aos que tem fome e Manifesto Escárnio Poético.
Jessé Duarte é ator e diretor de teatro. Nascido em Contagem, começou a estudar teatro no início do ano dois mil nos cursos livres dos festivais realizados pela FETEMIG - Federação de Teatro de Minas Gerias. Aprofundou sua pesquisa de teatro crítico e popular embasando-se no gênero épico e dialético e a obra de Bertolt Brecht. Em 2009 fundou a Cia. Crônica de Teatro. No teatro escreveu a peça Cabeça de Porco, atuou e dirigiu Estômago. Hoje Jessé realiza um estudo cênico em pequenas peças em ônibus e dirige o espetáculo CORAGEM. O artista é um dos fundadores do Fórum Popular de Cultura.
Nicolle Bello é juizforana, publicitária, ilustradora, diretora de arte da Chico Rei e criadora do bloco carnavalesco 'Besta é Tu!', estreante no Corredor da Folia 2014.
No dia 08 a companha apresenta seu trabalho MOSAICO - estudo cênico em pequenas peças nos ônibus da cidade.
ATO I - Mas não devia.
Cansado de se acostumar com as relações naturalizadas da vida, um operário entra no ônibus convidando o público a uma reflexão, numa narrativa lúdica e poética tenta estabelecer um lugar diferente para ver e falar de acontecimentos tidos como banais em nosso cotidiano.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Em cartaz nos ônibus de Contagem / MG
MOSAICO - Estudo cênico em pequenas peças é um trabalho realizado pela Cia. Crônica de Teatro (Contagem
/ MG) e consiste em realizar pequenas apresentações teatrais em ônibus municipais e intermunicipais de diferentes cidades. Cada apresentação é composta
por um ato de um mosaico de cenas criadas a partir de poesias, textos
literários, teatrais clássicos e autorais. Caminhando com um horizonte de pensar formas de democratização do acesso à cultura no contato direto com a população, o objetivo do trabalho é reunir
elementos que potencializem os estudos da companhia em torno do fazer teatral
popular, observando as interferências desta arte no meio urbano, as possibilidades de utilização do transporte público enquanto espaço cênico, as relações entre o público e o artista em lugares e
situações não convencionais.
ATO I - Mas não devia.
Cansado de se acostumar com as relações naturalizadas da vida, um operário entra no ônibus convidando o público a uma reflexão, numa narrativa lúdica e poética tenta estabelecer um lugar diferente para ver e falar de acontecimentos tidos como banais em nosso cotidiano.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Cia. Crônica Teatro está completando cinco anos de (R)existência
Grupo vem circulando por várias
cidades de forma independente e prepara estréia de novo espetáculo e realização de oficinas em Contagem/MG.
EM CARTAZ
MOSAICO - Estudo cênico em pequenas peças é um trabalho realizado pela Cia. Crônica de Teatro (Contagem / MG) e consiste em realizar pequenas apresentações teatrais em ônibus municipais e intermunicipais de diferentes cidades. Cada apresentação é composta por um ato de um mosaico de cenas criadas a partir de poesias, textos literários, teatrais clássicos e autorais. Caminhando com um horizonte de pensar formas de democratização do acesso à cultura no contato direto com a população, o objetivo do trabalho é reunir elementos que potencializem os estudos da companhia em torno do fazer teatral popular, observando as interferências desta arte no meio urbano, as possibilidades de utilização do transporte público enquanto espaço cênico, as relações entre o público e o artista em lugares e situações não convencionais.
Atualmente o grupo circula por várias
cidades apresentando o ato 1 deste mosaico de cenas em constante construção e
investigação.
ATO I - Mas não devia.
Cansado de se acostumar com as relações naturalizadas
da vida, um operário entra no ônibus convidando o público a uma reflexão, numa
narrativa lúdica e poética tenta estabelecer um lugar diferente para ver e falar
de acontecimentos tidos como banais em nosso cotidiano.
A Cia. Crônica
A Cia. Crônica de Teatro atua na
cidade de Contagem/MG desde 2009. O grupo surgiu com intuito de fazer um teatro
popular tratando de assuntos relacionados ao cotidiano da cidade e do povo
brasileiro.
Tendo como linha de pesquisa o teatro
épico dialético, o grupo interessa por assuntos da vida coletiva e pública, com
foco nas contradições sociais vendo as relações humanas como resultado de
processos históricos para representa-los em cena.
Além de montagens de espetáculos, o
grupo se dedica em desenvolver espaços para formação e inclusão de pessoas
interessadas em integrar o seu elenco. Nos seus cinco anos de existência a Cia.
Crônica formou seu próprio elenco com oficinas e cursos realizados em espaços
abertos, como praças e feiras cobertas da cidade. Por meio de relações de troca
e da criação independente o grupo tem desenvolvido trabalhos com um elenco que
mescla atores e atrizes formados em escolas e faculdades de artes cênicas e ao
mesmo tempo, de trabalhadores que após o expediente rompem com o cotidiano
pautado pelo ritmo do trabalho fabril para dizer algo no teatro.
O grupo realiza suas atividades contando com o acolhimento da Casa do Movimento Popular. Localizada na região industrial da cidade possui um teatro, salas, biblioteca e espaços para ocupação artística. O local foi fundado na década de 80 em meio a ditadura militar para abrigar movimentos sociais e políticos e cumpre uma importante função de apoio aos artistas, grupos, coletivos e movimentos culturais independentes de Contagem.
O grupo realiza suas atividades contando com o acolhimento da Casa do Movimento Popular. Localizada na região industrial da cidade possui um teatro, salas, biblioteca e espaços para ocupação artística. O local foi fundado na década de 80 em meio a ditadura militar para abrigar movimentos sociais e políticos e cumpre uma importante função de apoio aos artistas, grupos, coletivos e movimentos culturais independentes de Contagem.
Espetáculos
A primeira montagem da Cia. Crônica
foi o espetáculo Estômago, que colocava em cena o cotidiano de uma fabrica onde
os trabalhadores se revoltavam com a situação de exploração e opressão em que
se encontravam fazendo uma greve com reivindicações absurdas. Contemplado pelo
Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o espetáculo cumpre temporada de
estreia itinerante em diversas regiões da periferia da cidade. A segunda
montagem foi resultante de um trabalho coletivo entre o Grupo Trama de Teatro e
Cóccix Companhia Teatral. Com direção de Cida Falabella e orientação do doutor
em sociologia Filipe Raslan, o espetáculo Cabeça de Porco tratava de situações
que questionavam os entraves da vida e as contradições do chamado progresso das
regiões em desenvolvimento. Esse trabalho foi contemplado pelo Fundo Estadual
de cultura de Minas Gerias e passa por varias cidades do estado.
Atualmente o grupo realiza
experimentos cênicos e leituras dramáticas, apresenta MOSAICO - Estudo cênico em pequenas peças é um trabalho realizado por Jessé Duarte, ator e diretor da Cia. Crônica de Teatro e consiste em realizar apresentação de pequenas peças nos ônibus que circulam dentro de cidades grandes ou pequenas. Cada pequena apresentação representa um ato de mosaico de cenas criadas a partir de textos literários, poesias e textos teatrais atuais, clássicos e autorais. Com esse trabalho o grupo, busca investigar as relações entre o público e o artista em espaços e situações não convencionais contribuindo para a democratização do acesso á cultura e percebendo as possibilidades de utilização do transporte público enquanto espaço cênico e de contato direto com a população muitas vezes alheia ao universo da arte.
CORAGEM estreia no segundo semestre de 2014, nova montagem de rua inspirada em textos de
Bertolt Brecht, em questões relacionadas às manifestações de junho/2013 no Brasil
e a realidade social da cidade de Contagem. O Enredo da peça narra à
história de Mãe Coragem que, puxando uma carroça no meio de uma guerra,
atravessa um país com seus filhos. Em meio às manifestações e rebeliões
populares, ela vive da comercialização de produtos que alimentam uma indústria
da defesa e lhe tira os próprios filhos em nome da paz.
A estreia do
espetáculo CORAGEM acontece dentro da Mostra de Repertório do grupo, quem contemplada pelo Fundo Municipal
de Cultura de Contagem / MG, realizará uma itinerância em praças e ruas da região
industrial da cidade, apresentação apresentações do MOSAICO nos ônibus e a realização
de uma oficina de teatro épico aberta ao público em geral.
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